quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
O culpado nem é ele...
... foi quem o amparou 6 anos no poder!
Como é possivel que um individuo que diz uma coisa destas tenha sido seis anos primeiro-ministro de um país da Europa?
José Sócrates: “Pagar a dívida é ideia de criança”
O ex-primeiro-ministro José Sócrates comentou em Paris a crise na Europa, durante uma conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.
Verdade que ele disse: "foi assim que eu estudei". O que os colegas não deviam saber é que ele aprendeu isso por fax e ao domingo
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Bater no ceguinho
Eu acho que este Lima é da mesma raça do Vara, do Loureiro e do Sócrates mas o que aconteceu hoje leva-me a fazer a seguinte pergunta:
Foi preciso ter caído em desgraça no Brasil para que o processo de burla ao BPN avançasse e que fosse detido?
Está visto que a nossa justiça só 'bate no ceguinho'. Resta-nos esperar que o Pinto de Sousa mate alguém além-mar para que seja investigada a sério as off-shores que são noticia.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Quantos desempregados serão precisos...
... para que um empregado do Estado possa ir de férias a Punta Cana?
A pergunta impõe-se ouvindo o coro que protestos que ecoa desde Cavaco Silva a Rui Rio pelo facto de ter de ser a entidade que está em crise económica, o Estado, a ter de poupar.
Defendem estas e muitas outras personalidades que devia de ser lançado mais um imposto sobre todos os portugueses para que os empregados dessa entidade não sejam prejudicados e possam ir de férias a Punta Cana.
Pena que nem Cavaco Silva nem Rui Rio se tenham lembrado de lançar esse tal imposto para salvar a empresa onde a minha mulher trabalhava e que tinha 70 trabalhadores ou até aquela onde o meu sogro ainda trabalha que de 150 trabalhadores passou para 10, por causa da crise. Estes 210 portugueses também eram capazes de gostar de ir à Republica Dominicana a Cuba, ou quem sabe pagar o infantário dos filhos!!!
sábado, 24 de setembro de 2011
E são só duas, agora imaginem 18!!!
Há uns meses, Carlos César resolveu que a austeridade que o seu correlegionário Sócrates nos obrigava não se aplicava nos Açores. Quando forem ver aquelas contas à lupa encontrarão certamente uma coisa parecida com o inenarrável Alberto João (se calhar com a diferença de que nos Açores não há obras para mostrar).
Dois exemplos perfeitos de regionalização.
Os políticos que têm andado a dizer que esse é que teria sido o melhor caminho devem colocar a mão na consciência e pedir desculpa a um povo que há alguns anos mostrou sabedoria negando a hipótese de multiplicar os Césares e Jardins por 9!!!
Foi um NOBRE POVO!!
sábado, 10 de setembro de 2011
Onde estava no 11 de Setembro de 2001?
Ficou celebre a pergunta de Baptista Bastos "onde estava no 25 de Abril?". A adaptação ao 11 de Setembro parece-me importante pelo que representou de mudança para o Mundo.
Penso que não haja ninguém que não se lembre onde estaria nesse dia, eu lembro-me bem pois estava de férias e longe de Portugal. Foi uma coisa marcante.
E vocês? Onde estavam no 11 de Setembro?
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
'Acalmar os mercados'
Numa nova terminologia que se apossou da nossa comunicação social chama-se a qualquer medida que os Estados Unidos ou a União Europeia tomem como sendo "para acalmar os mercados" de modo a que somos levados a pensar que 'os mercados' são uns senhores velhotes, como medo de tudo e que precisam de ser inundados de Lexotans ou medidas de austeridade.
Ora 'os mercados' são apenas investidores, bancos e fundos e governos que tendo dinheiro querem que ele valha cada vez mais. Isso é a lei, não 'dos mercados' mas de Mercado.
Qualquer merceeiro saberia dizer a estes aprendizes de jornalistas que se poderem vender os feijões a 1,25€ não o hão-de vender a 1,20€.
Os mercados não acalmam com medida nenhuma porque não estão nervosos, estão isso sim excitados de tanto lucro: O nosso (mundo Ocidental) problema não é ter deficit, nem divida colossal nem nada dessas coisas, o nosso problema é mais complicado que isso, o nosso problema é que precisamos de uma coisa que não temos e que faz com que quem a tenha a possa 'vender' cada vez mais caro seja ela petróleo, ouro ou o tão desejado dinheiro.
Se querem 'acalmar os mercados' parem de pedir dinheiro emprestado... vão ver que eles acalmam logo!!!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Paga e Paga até para Pagar!
Contribuinte: Gostava de comprar um carro.
Estado: Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte: Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?
Estado: Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor
Acrescentado (IVA).
Acrescentado (IVA).
Contribuinte: Ah... Só isso.
Estado: ... e uma coisinha para o pôr a circular: o selo.
Contribuinte: Ah!..
Estado: ... E mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro
efectivamente circule. O ISP.
efectivamente circule. O ISP.
Contribuinte: Mas... sem gasolina eu não circulo.
Estado: Eu sei.
Contribuinte: ... Mas eu já pago para circular...
Estado: Claro!...
Contribuinte: Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado: Também. Mas isso é o IVA. O ISP é uma coisa diferente.
Contribuinte: Diferente?!
Estado: Muito. O ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte: ... Porque existe?!
Estado: Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram
petróleo. E você paga.
petróleo. E você paga.
Contribuinte: ... Só isso?
Estado: Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte: Como assim?!
Estado: Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte: ... Para o estacionar?
Estado: Exacto.
Contribuinte: Portanto, pago para andar e pago para estar parado?
Estado: Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte: Então, pago para circular, pago para poder circular e
pago por estar parado.
Estado: Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é
novo?
novo?
Contribuinte: Novo?
Estado: É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em
condições de andar por aí.
condições de andar por aí.
Contribuinte: Pago para você ver se pode cobrar?
Estado: Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte: ... Mais uma coisinha?
Estado: Para circular em auto-estradas...
Contribuinte: Mas... mas eu já pago imposto de circulação.
Estado: Pois. Mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte: ... Diferente?
Estado: Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte:: Só mais isso?
Estado: Sim. Só mais isso.
Contribuinte: E acabou?
Estado: Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.
Contribuinte: Quais 25 euros?!
Estado: Os 25 euros que tem de pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte: Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem
quisesse?
quisesse?
Estado: Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte : Quais 25 euros?
Estado: Os 25 euros é quanto custa o chip.
Contribuinte: ... Custa o quê?
Estado: Pagar o chip. Para poder pagar.
Contribuinte: Não perceb...
Estado: Sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte: Pagar custa 25 euros?
Estado: Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte: Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado: Imagine que um dia quer? Tem que pagar.
Contribuinte: Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
Estado: Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte: E se eu não quiser?
Estado: Paga multa!
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