sábado, 18 de junho de 2011
Onde estão...
... todos os que, antes das eleições, defendiam um governo de unidade nacional e que defendiam que a oposição, tinha de apoiar, o governo de então?
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Hoje já senti a falta dele
Valter Lemos, Secretário de Estado do emprego e formação profissional
Hoje foi o primeiro dia em que os Portugueses começaram a sentir a falta de certas personagens que se tornaram incontornáveis nos últimos anos.
Os dados do desemprego revelados pela OCDE Portugal tem agora a quarta taxa de desemprego do conjunto de 34 países que formam aquela organização e não houve uma alminha sequer que tivesse destacado o facto de haver 3-três-3 países com a taxa de desemprego pior que a nossa especialmente os nossos vizinhos espanhóis.
Como podem os tugas viverem minimamente felizes se não têm nenhum governante a dizer coisas sem nexo sobre dados de emprego?
Para que nos sintamos mesmo, mas mesmo, órfãos de sacanice e leviandade governamental só nos falta tirarem o Lello, depois disso podemos dizer adeus à nossa diferenciação para com a restante Europa e quiçá passemos a reger a nossas declarações politicas como país desenvolvido.
Fica aqui a minha homenagem a esse ícone da idiotice politica: Valter Lemos.
domingo, 5 de junho de 2011
Agora, vê lá se não matas a esperança!
Deixa lá o "Luís" ir vender time-sharing ou colchões molaflex que o homem é um génio do markting mas seria bom que se dedicasse a algo mais produtivo.
Verdade e humildade foram um handicap nesta campanha, se calhar se tivesses sido matreiro e mentiroso ou obstinado e combativo, nas palavras da nossa CS tinhas tido ainda mais votos mas serias apenas a caricatura do até hoje 'inimputável'.
O teu pior inimigo são os "Ruis Pedros Soares" que existem no PSD que são tão maus como os do PS.
Vá lá, porta-te bem.
sábado, 4 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
É também contra isto que temos de lutar dia 5
A MAQUINA DE PROPAGANDA
«A máquina do Governo dispõe de uma redacção que ataca os artigos e os colunistas considerados hostis. Muitas vezes fala-se da ‘máquina de propaganda’ do Governo socialista. Mas nunca houve uma tentativa séria de investigar como funciona, que métodos utiliza, quantas pessoas envolve, quem a dirige, etc. Vou dizer o que sei. Essa máquina desdobra-se por várias frentes. Tem uma espécie de redacção central, que funciona como a redacção de um jornal, cuja missão é fazer constantemente contra-propaganda. Dispõe de um blogue chamado Câmara Corporativa (http://corporacoes.blogspot.com) e está permanentemente atenta a tudo o que se publica, desmentindo as notícias consideradas negativas para o Governo. Além disso, critica artigos de opinião publicados nos jornais, rebatendo os argumentos e, por vezes, ridicularizando ou desacreditando os seus autores. Mobiliza pessoas para intervir nos fóruns tipo TSF que hoje existem em todas as estações de rádio e TV. Selecciona na imprensa internacional notícias, artigos ou entrevistas favoráveis ao Governo português e põe-nos a circular entre jornalistas e colunistas ‘amigos’. É por esta última razão que vemos às vezes opiniões publicadas em obscuros órgãos de comunicação estrangeiros citadas em Portugal por diversas pessoas como importantes argumentos.»
«Outra vertente são as relações com jornalistas. Há uma rede de jornalistas ‘amigos’ e a coisa funciona assim: um assessor fala com um jornalista amigo e dá-lhe determinada informação. Chama-se a isto ‘plantar uma notícia’ – e todos os Governos o fazem. Só que, uma vez a notícia publicada, às vezes com pouco destaque, os assessores telefonam a outros jornalistas e sopram-lhes: «Viste aquela notícia no sítio tal? Olha que é verdade! E é importante!». E assim a notícia é amplificada, conseguindo-se um efeito de confirmação. Umas vezes as notícias plantadas são verdadeiras, outras vezes são falsas. O Expresso, por exemplo, chegou a publicar em semanas consecutivas uma coisa e o seu contrário. Significativamente, o que estava em causa era Teixeira dos Santos, que o PS queria queimar. E constata-se que as notícias desagradáveis para a oposição têm mais eco do que outras. Veja-se a repercussão que teve uma carta de António Capucho publicada no SOL, que era um documento interessante mas não tinha a relevância que acabou por ter. A máquina de propaganda amplifica as notícias que interessam ao Governo. Em seguida, os comentadores colocados pelo PS nos vários programas de debate que hoje enxameiam as televisões repetem os argumentos convenientes. José Lello, Sérgio Sousa Pinto, Emídio Rangel, Francisco Assis, etc., repetem à saciedade, às vezes como papagaios, as mesmas ideias. E mesmo António Costa, na Quadratura do Círculo, um programa de características diferentes, não foge à regra: nunca o vi fazer uma crítica directa a Sócrates. Mas vi-o fazer uma crítica brutal a Teixeira dos Santos, na tal altura em que começou a cair em desgraça.»
«As únicas situações em que as coisas fugiram do controlo da máquina socrática foram os casos Freeport e Face Oculta. Só que aí era impossível abafá-los. E para os combater foram lançadas contra-campanhas, como expliquei noutros artigos. E houve pessoas que pagaram por isso. A par das relações com os jornalistas, que se processam diariamente, há outro aspecto decisivo que passa pelo controlo dos principais meios. A tentativa de comprar a TVI falhou, mas José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes foram afastados e a orientação editorial da estação mudou. José Manuel Fernandes foi afastado do Público, e a orientação do jornal também mudou. Medina Carreira foi afastado da SIC. O SOL foi alvo de uma tentativa de asfixia. E estes são apenas os casos mais conhecidos. Por outro lado, o Governo soube cultivar boas relações com os patrões dos grandes grupos de media – a Controlinvest, a Cofina e a Impresa –, também como consequência das crises financeiras em que estes se viram mergulhados. Podemos assim constatar que, das três estações de TV generalistas, nenhuma hoje é hostil ao Governo. A RTP é do Estado, a TVI – que era muito crítica – foi apaziguada, a SIC tem--se vindo a aproximar do Executivo. Ora isto é anormal na Europa. Em quase todos os países há estações próximas da esquerda, há estações próximas da direita, há estações próximas do Governo, há estações próximas da oposição. Em Portugal é diferente.»
«Ainda no plano da contra-propaganda, já falei noutras alturas da técnica do boomerang. Como funciona? Quando alguém da oposição (regra geral, o líder do PSD) diz qualquer coisa passível de exploração negativa, toda a máquina se põe a mexer para usar essa ideia como arma de arremesso contra quem a proferiu. Passos Coelho diz que quer mudar certas regras na Saúde – e logo Francisco Assis, Silva Pereira, Vieira da Silva, Jorge Lacão ou Santos Silva, os gendarmes de serviço, vêm gritar: «O PSD quer acabar com o Serviço Nacional de Saúde!». Passos Coelho diz qualquer coisa sobre as escolas públicas e as privadas – e lá vêm os mesmos dizer: «O PSD quer acabar com o ensino público gratuito!». Passos Coelho diz que quer certificar as ‘Novas Oportunidades’ – e os mesmos repetem: «O PSD ofendeu 500 mil portugueses!». E, no final, todos dizem em coro: «O PSD quer acabar com o Estado Social!». Passos Coelho não soube lidar com isto de início. E, perante estes ataques, acabou muitas vezes por bater em retirada. Propôs uma revisão constitucional e recuou. Outras vezes explicou-se em demasia. E com isso deu uma ideia de impreparação e falta de convicção, que só recentemente conseguiu corrigir. Mas a máquina não fica por aqui. Tem muitas outras frentes de combate. Os assessores do primeiro-ministro organizam dossiês para cada ministro, dizendo-lhes como devem reagir perante o que diariamente é publicado na imprensa. Assim, bem cedo pela manhã, um assessor telefona a um ministro, faz-lhe uma resenha da imprensa e diz-lhe o que ele deve responder a esta e àquela pergunta.»
«Claro que há ministros que não aceitam este paternalismo. Que querem ter liberdade para responder pela sua cabeça. Mas esses ficam logo marcados. Admito que Luís Amado não aceite recados, estou certo de que Campos e Cunha não os aceitou, Freitas do Amaral também não. Mas a maioria dos outros aceitou-os ou aceita-os, até para tranquilidade própria: assim têm a certeza de não cometer gaffes e não desagradar ao primeiro-ministro. E já não falo nos boys colocados em todos os Ministérios e em todas as administrações das empresas públicas e que funcionam como correias de transmissão da opinião do Governo. Rui Pedro Soares é o caso mais conhecido. Mas obviamente não é o único. Eles estão por toda a parte. Muitas vezes nem têm posições de grande relevo. Mas o facto de se saber que são os porta-vozes do poder confere-lhes importância acrescida, porque as pessoas receiam-nos. Como resultado de tudo isto, muita gente, mesmo dentro do PS, tem medo. Evita falar. No congresso socialista, que mais parecia um encontro da IURD, vimos pessoas respeitáveis participar alegremente na farsa sem um gesto de distanciação. Chegou a meter dó ver António Costa, António Vitorino, o próprio Almeida Santos, envolvidos naquela encenação patética. Que foi produzida como uma super-produção, com sofisticados meios audiovisuais. Quando Sócrates começou a proferir a primeira das três últimas frases do seu último discurso, uma música ‘heróica’ começou a ouvir-se baixinho. E foi subindo, subindo de tom – e quando Sócrates acabou de falar a música estoirou, as luzes brilharam, não sei se houve fogo preso mas podia ter havido, choveram flores, foi a apoteose.»
«Quem dirigirá esta poderosa e bem oleada máquina de propaganda e contra-propaganda? Haverá certamente um núcleo duro, ao qual não serão alheios aqueles que dão a cara nos momentos difíceis: Francisco Assis, Jorge Lacão e os três Silvas: Vieira da Silva, Augusto Santos Silva e Pedro Silva Pereira. Há quem fale numa personagem misteriosa, sibilina, que não gosta dos holofotes e que dá pelo nome de Luís Bernardo. Actualmente é assessor de Sócrates, antes foi assessor de Carrilho na Cultura. Pedro Norton, actual número 2 da Impresa e seu amigo, diz que ele é «o homem mais inteligente que conhece». Acontece que uma máquina política pode ser muito boa, pode estar muito bem oleada, pode funcionar na perfeição, mas tem sempre um ponto fraco: depende em última análise da performance de um homem. Durante anos essa performance foi quase perfeita – por isso chamei a Sócrates um ‘robô político’. Ora esse robô, agora, começou a falhar. E a derrota televisiva perante Passos Coelho pode ter posto em causa toda a engrenagem. O robô engasgou-se, exaltou-se, esteve à beira de colapsar. E quando isso acontece não há máquina de propaganda que valha.»
(in, Jornal Sol, "O robô e a máquina de propaganda", 30 de Maio de 2011, por José António Saraiva, http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=20467).
sexta-feira, 27 de maio de 2011
É mais fácil achar um melro branco...
... que um dirigente socialista que seja sincero.
Eu sei que o titulo deste post é demasiado forte mas a verdade é que dos dirigentes de topo do PS, se algum nos mereceria um olhar de admiração pelo pensamento correcto e por atitudes louváveis era Francisco Assis, putativo candidato a substituir o 'indigente' quando ele for humilhado nas urnas.
Ora, o mesmo Francisco Assis afirmou nos ecrãs de televisão o seguinte: " Eu conheço a secção da Almirante Reis e sei que esses cidadãos têm uma importante actividade política lá" isto a propósito dos Africanos e Paquistaneses que iam a troco de uma bifana ao comício do PS
No dia seguinte o jornal I fez uma reportagem na dita secção e o testemunho é este: Partido Socialista. Na secção da Almirante Reis, imigrantes só mesmo na vizinhança
Reparem que Assis não diz que foi informado, ele diz concretamente que "conhece a secção da Almirante Reis" o que até nem era obrigado visto ser deputado pelo circulo do Porto e que eu saiba a secção que eles falam fica em Lisboa a 200m do Martim Moniz, a zona mais asiática de Portugal.
Ao mentir como mentiu o Dr. Francisco Assis demonstra que afinal é apenas mais elaborado que o Querido Líder, se calhar até fez exames presenciais e numa Universidade a sério o que lhe dar um ar mais credível mas pelos vistos a base é a mesma: Mentir e negar toda e qualquer evidência faz parte do cardápio deste Partido Socialista.
É pena porque após o 5 de Junho alguém vai ter de desinfectar ali o Largo do Rato.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Previsão de resultados - Legislativas 2011
A quase 15 dias das eleições o blogue Aqui há Tertúlia faz a previsão dos resultados das próximas eleições.
Quero deixar claro que não sou como Pedro Santana Lopes a quem um dia Durão Barroso chamou "uma mistura de Zandinga com Gabriel Alves" pois não tenho os poderes de adivinhação que tinha o saudoso astrólogo e, apesar de ter um blogue de futebol, não sou uma lenda viva como o anafado e popular comentador desportivo, apenas tenho uma teoria sobre o que se irá passar dia 5 de Junho e vou escrever aqui, pois, se acertar, como espero, pode ser que os jornais e as televisões passem a contratar-me a mim em vez das empresas de sondagens pois saio bem mais barato e a credibilidade é a mesma.
Eu acho que a recente sondagem da Intercampus acerta no somatório dos votos da direita (um pouco acima dos 50%) mas vai errar descaradamente na distribuição dos votos da esquerda.
Até ao debate e com as encomendas das sondagens a dar o PS próximo do PSD havia uma natural tendência para o tradicional voto útil. Após o debate e com as sondagens a mostrar que afinal o PS só com um milagre (ou uma grande fraude eleitoral, convém não colocar de parte esta possibilidade) é que pode vencer as eleições, essa tendência deixa de fazer sentido.
Já todos os portugueses perceberam que o próximo primeiro-ministro vai ser Pedro Passos Coelho num governo de coligação com Paulo Portas (não escrevo CDS-PP, porque o CDS resume-se ao líder e ao Nuno Melo e isso não faz um partido) e até nas redacções dos jornais e rádios o voto útil está a desvanecer-se e os apreciadores de caviar e dos bares do Bairro Alto voltam-se de novo para o exotismo de Louçã que há uma semana estava morto e enterrado e, agora, renasceu das cinzas, qual fénix, com a proposta de renegociar a divida (vá lá caro leitor, não se ria) o que começa a ser encarado pela opinião publicada como "uma boa proposta" (a rir dessa forma não se consegue concentrar) pois voltou a haver necessidade de ocultar as incongruências do BE que tinham sido destapadas em nome de 'impedir a direita de voltar ao poder'.
Hoje, tirando os 'boys Abrantes' e as 'girls juguladas' aos quais se acresce os profissionais do R.S.I. somente os militantes do PS é que votam no Querido Líder.
Levando isto tudo em linha de conta as previsões do blogue Aqui há Tertúlia são as seguintes:
PSD - 41,3%
PS - 22,1%
CDS - 11,4%
CDU- 10,7%
BE - 10,4%
Para que esta previsão se confirme são necessários alguns pressupostos:
1º Catroga mantém-se de férias
2º Leite Campos deixa de se armar em académico
3º Cavaco vai visitar o Pulo do Lobo que aquilo agora ainda está mais bonito.
P.S. (salvo seja) No próximo dia 6 logo coloco aqui os meus contactos para que os órgãos de comunicação social possam entrar em contacto comigo, faço descontos a grupos multimédia.
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